Quando tudo parece estar dando errado o toque dele me acalma.

Quando eu penso em desistir a luta dele pela vida me encanta e eu penso também em lutar, por ele e por mim.

Quando a vida me injuria eu penso no quanto ainda te farei sorrir.

Somos mais que uma família agora, somos um par.

Somos alma um do outro, espelhos, metades.

E esse amor, que ainda é tão inicial, já é tão grande ao ponto de ser incondicional.

Meu pequeno, meu menino, você é o que me faz acordar.

Pras coisas que corroem a alma,  esquecimento.

Pras coisas que eu quero construir, força.

Pras coisas que me pertubam e desgastam, serenidade.

Pras coisas que causam dúvidas nas minhas certezas, sabedoria para distinguir o que veio para construir do que veio pra destruir.

Praqueles que eu amo, amor.

Praqueles que não me deixam ama-los, amor.

Praqueles que não sei amar, sabedoria para dar amor.

De saúde a money no bolso.

Quero tudo.

No alvorecer, de madrugada

eu, no escuro

você, no claro

tua boca quente a me percorrer

eu, sem resistência, devaneio, deixo, provoco

te faço sentir

Você, sem resistência me dá o prazer

espantando o frio

arrepiando as entranhas

emaranhando-se

agredindo-se

carinhosamente castigando o corpo

energia vital

eu balanço nos teus braços

teus tão meus braços

teus tão meus beijos

tua voz sussurando

só me diz uma coisa:

ame-me.

Quando você vê faltam 3 pros 30 e…

Você nem percebeu.

Quando você vê aqueles sonhos que você julgava “planos para o futuro” estão acontecendo e a ordem planejada (se formar, arrumar um bom emprego, casar e ter filhos), se confundem e se misturam de uma forma que você já não sabe mais o que era prioridade.

“Penso que cumprir a vida seja simplesmente compreender a marcha e seguir em frente…”

Cada vez mais penso assim, administrando a vida, tocando minha boiada, conduzinho pelos caminhos menos tortuosos os caminhos que se mostram.

Você acaba descobrindo que você só pode fazer duas coisas da sua vida: morrer e escolher.

Você está satisfeita com as suas escolhas?

Me pergunto isso o tempo todo.

A resposta vem do sentimento de bem/mal estar.

Se insisto numa escolha é porque estou bem.

Estou bem.

Espírito individuado na carne.

Coração que pulsa, se ilumina e se confunde.

Grande demais.

Pequena demais.

Filha e serva de Deus.

Eterna recriação de paradigmas.

Caos, revolução, renovação, nascimento.

Desejo e transcedência.

O mundo dá voltas e voltas e… volta para o mesmo lugar.

Só que aí, você já está completamente diferente, diferente o suficiente para mudar as atitudes, mudar as situações.

Minha revolução solar finalmente se findou e agora sinto no cheio da manhã aquele mesmo cheiro de possibilidades que mrs. Dalloway e hoje sei que isso é a felicidade.

As confusões estão cessando, minhas decisões se consolidando e aquela sensação de ano-novo particular está chegando.

Metas, planos, um muno novo de chances e possibilidades.

E eu não vou ceder do que quero.

Não mesmo.

Meu amor, entenda.

Hoje já não sei te dizer não.

Meu bem, compreenda.

Não há nada mais feliz que a nossa satisfação.

Pra nós todo amor do mundo.

Pra eles, o outro lado.

Uma notícia miojo.

Rebeca estava na estação de metrô e assim que entra, metrô lotado.

Automaticamente 3 pessoas levantam e me dão lugar.

Rebeca pensa: Ok, agora não estou ligeiramente grávida e sim gravidíssima!

Rebeca fica se sentindo.

Agora a noite chegou.

A casa está vazia, todas as lembranças encaixotadas.

Tudo que sobrou de mim cabem em algumas caixas.

Daqui a um tempo essa vida, essa casa, essa lembrança viva vai se apagar.

No som radiohead.

Lá fora a noite fria da várzea.

Aqui dentro tudo que foi vivido em quase um ano.

Os pássaros nos vitrais.

A alvenaria.

O vazio que se deixa pra trás.

Mas não é só a casa que ela deixa pra trás de si, são tantas outras coisas, é toda uma vida, ela sabe que agora será diferente, menos independente, mais responsável, menos mimada.

Amanhã cedo não vai dar nem pra acordar e já estará longe.

Longe de casa, longe da vida menina, longe das vidas que tocava diariamente.

Agora um futuro incerto.

Novas vidas a serem tocadas.

Mais racionalidade.

Alguém pra cuidar e ser cuidada.

Não mais só. Não mais desvairada.

Não mais.

Prestes a fechar o vigésimo sétimo ciclo da minha existência terrena,é dado o momento do renascimento, entramos no nosso “ano-novo particular” e a vida está pronta para se renovar, aproveitar ou não isso depende de mim e dessa vez resolvi assumir essa responsabilidade.

Dessa vez não vou fazer promessas, nem atrapalhadamente estabelecer novas metas que me façam esquecer dos fracassos passados, vou olhar para o não cumprido, vou olhar para o que faltou, vou entender a ausência antes de forçar compensadoras vitórias presentes.

Viver bem, é o que todos desejamos.  Viver mal é o que a maioria julga comum.

Relacionar-se é o motivo da nossa passagem pela terra, é através dos relacionamentos que adquirimos conhecimentos sobre nós mesmos, através dos nossos espelhos (os outros) enxergamos mais de nossas atitudes e emoções e relacionar-se bem é viver bem. Não falo em relacionamento amoroso, mas em todos os relacionamentos.

Meu maior desejo atual é não ter nenhum relacionamento negativo.

É ter 1 milhão de irmãos, é distribuir amor e receber esse amor, é transformar sentimentos obcessores como inveja, raiva, ciúme, competição, agressividade em sentimentos acolhedores como amor, amizade, afeto e respeito.

É ser franca, é falar abertamente sem orgulho, é reparar relações destrutivas e transformá-las em relações construtivas, seja ela qual for, da mais iniciante à mais antiga.

Esse é o meu desejo para o inicio do vigésimo oitavo ciclo.

Amém.

Da série: falando de assuntos pessoais.

Depois de dias de tensão… ACABOU!

Chego na radioclínica e depois de mais de uma hora de espera “o momento” de ver o melhor filme da minha vida (de péssima qualidade e ator único): minha ervilha!

Médico: Tá nervosa?

Rebeca: Muito, eu só sossego quando ver o coração da minha ervilha batendo.

M: rs… então vamos lá.

R: eu fiquei lendo coisas sobre aborto retido e fiquei com medo.

M: Porque? teve sangramento?

R: não, mas tô com medo…

M: Pois olha ele lá e tá se mexendo muito!

R: e o coração? cadê o coração????

R: Meu Deussssss… tô vendo, eu tô entendo a ultra! Olha a ervilha ali…

M: Tá vendo essa bolinha pulsando? é o coração! Pra quem tava com medo de aborto ela tá bem esperta, tá praticando exercício matinal. Rs. Tá tudo bem.

R: … (lágrimas)

E assim eu descobri que não tenho mais barriga e sim uma piscina olímpica para os exercícios da ervilha e como nada viu! É nadando e eu enjoando! E a ervilha cresceu nesses 3 meses e o médico disse que se continuar se exercitando direitinho na sua piscina e contando com a alimentação da mamãe vai ser um little big baby!

Sabe mãe que anda com a foto do filho na carteira? Pois é, eu entendi, eu ando com a ultra agora!

Depois de ter medo de perder minha ervilha eu prometo:

- Nunca mais fazer cara feia para comer ovo cozido. (Segundo a vovó paterna da ervilha é bom comer um por dia.)

- Não mais brigar e me estressar sem razão pra não ter uma ervilha mimada.

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Analista: me fale mais do moço.

Paciente: Ah, ele é animado, daqueles que deixam alegria por onde passa,  sabe? Tá sempre me fazendo rir…

Analista: Sei, palhaço.

Paciente:

Morremos de medo de mudanças. M.o.r.r.e.m.o.s.

Qualquer fração da nossa vida que resolva sair do lugar nos desesperamos.

Limitação humana.

Sob o nosso habitual véu de maya, não conseguimos ver o topo da montanha, perdidos  a rodar em sua base, não vemos que não tem saída, só subida, que o presente está no cume e rodamos, rodamos desesperados.

Queremos resultados imediatos em nos lembrar-mos que o imediato é temporal, é ilusório.

Hoje fez sol e a neblina se dissipou, o cume da montanha se apresentou e eu me vi ali, na base com uma mochila cheia de ferramentas para escalar ao meu lado, criadora da própria tempestade.

E Deus manda mais um de seus recadinhos, estou eu viajando de blog em blog perdida na ociosidade pré-sono, quando acho o seguinte trecho:

“Não tenhas medo. Não queiras controlar tudo. Não julgues que a felicidade tem o pequeno tamanho que a tua comodidade te sugere. Há muitas coisas para além desse horizonte estreito. Deixa que a vida te leve a esses lugares que receias pisar. Não pressentes que aí descobrirás muitas coisas e te descobrirás a ti mesma?

Quando os acontecimentos escapam ao teu domínio, e te arrastam para onde não quererias ir, o resultado é sempre surpreendente e enriquecedor. Forçada a desafios inesperados, vês brotar de ti forças e capacidades que desconhecias; cresces por dentro; descobres luzes novas e uma nova dimensão de todas as coisas; aprendes que não estás só. É como se alguém, com pena de ti, te conduzisse a um lugar maravilhoso onde nunca saberias chegar com os teus pequenos projectos.”

Fiquei por um momento paralisada com o que acabara de ler e, logo depois, agradeci e me senti grande, dissipei minhas nuvens e meus medos e tudo se fez certo, perfeito.

As nuvens, o medo são pré-anúncios de um possível horror, é o medo da frustração, é o medo do medo. Mas aí eu fico com mais um recadinho divino através da boca de uma pessoa grademente amada:

“Muitas das coisas que temos medo, nunca vai de fato acontecer”

Mas logo eu com medo, eu com essa minha vida mutante, eu que Deus gosta de presentar com as mudanças mais repentinas e bruscas possíveis, que já aprendi há muito a enfrentar a vida sozinha? eu que fui privada da monotonia certeira da maioria dos seres viventes sobre a terra?

Pois é, mais uma mudança se aproxima e uma grande mudança, mudança na estrutura familiar, mudança geográfica, mudança emocional.

De filha para mulher independente que mora só para mãe de família.

Que venham as provas.

Estou de mudança, definitivamente, oficialmente.

E  ao final de uma sessão no centro espírita…

Marshalls

PLIC PLIC (alarme de carro)

Amiga: É nessas horas que eu penso: Porque não tenho um carro?

Rebeca: é… eu colocava até Enya e voltava pra casa feliz agora…

Amiga: hahaha.

Rebeca: Agora ir pegar um cdu/várzea ou um caxangá/cde da boa vista acaba com toda a espiritulidade da pessoa, diga se não é outro clima..

Amiga: bote fé…

(se desapegue dessas coisas materiais, minhas filhas.)

Antes que tudo confunda de vez.

Antes que tudo se misture.

É preciso separar o açúcar da canela.

É preciso saber onde começa um e termina outro antes de talvez misturá-los.

Não quero ser um lamento.

Quero ser um samba ao cair da tarde da qual a tristeza só se faz presente por puro charme.

Quero chorar sem razão.

Mas antes, separemos o açúcar da canela, fazei com que se reconheçam e aí, talvez, decidam que ficam bem melhor misturados.

Tudo bem, eu posso até está repetitiva sobre esse asunto, mas eu me encontro ligeiramente grávida (eu entendi essa expressão hoje) meio que 24 horas por dia…

Tanta coisa passa pela cabeça, tanta coisa, na verdade por mais que você compartilhe com as pessoas é um momento exclusivamente seu, as penas e o gozos são só seus.

E tem um sentimento de fundo, algo que não é nem alegria nem tristeza, algo novo que nunca nem sequer inventaram uma palavra para definir e eu, ser humano que sou, tento significar e catalogar sem sucesso, essa “bola” de emoções que fica presa na garganta e é expulsa por um choro descontrolado por qualquer motivo da maior a menor relevância (como um ‘eu te amo’ e como o comercial do banco real).

Esse sentimento deve ser algo que representa todo um novo mundo sendo criado e todo o pavor e a maravilha disso.

Em algum lugar, o espírito que irá animar o corpo do meu filho ou da minha filha está se preparando para encarnar assim como eu estou me preparando para recebê-lo e a cada dia nossos laços se tornam mais fortes, essa é uma decisão que não cabe na linguagem dos homens, assim como isso que estou sentindo hoje, é um medo da minha parte fraca humana e um gozo do meu espírito.

O momento do parto é só o ápice, na verdade, se dá à luz todos os dias, a cada enjoô, a cada dor, a cada choro, a cada devaneio sobre como será os olhos e a boca, a cada plano do que vou querer lhe mostrar, a cada parte de mim que planejo apresentar, a cada parquinho que eu vejo, a cada medo de não conseguir trocar a fralda, a cada imaginação dele(a)mamando, a cada olhada no espelho pra ver e a barriga cresceu, a cada criança que me sorri, a cada nome que escolhemos, a cada lembrança, a cada promessa, a cada segundo… a cada batida dos nossos corações.

Há um tempo atrás, uma amiga, quando soube que eu estava grávida, me disse que estava com uma música na cabeça há tempos e me enviou a letra dessa música que eu nunca havia escutado e eu resolvi escutá-la pela primeira vez e realmente me emocionei, é linda, é perfeita…

Grávida (Marina Lima)

Eu tô grávida
Grávida de um beija-flor
Grávida de terra
De um liquidificador
E vou parir
Um terremoto, uma bomba, uma cor
Uma locomotiva a vapor
Um corredor

Eu tô grávida
Esperando um avião
Cada vez mais grávida
Estou grávida de chão
E vou parir
Sobre a cidade
Quando a noite contrair
E quando o sol dilatar
Dar à luz

Eu tô grávida
De uma nota musical
De um automóvel
De uma árvore de Natal
E vou parir
Uma montanha, um cordão umbilical, um anticoncepcional
Um cartão postal

Eu tô grávida
Esperando um furacão, um fio de cabelo, uma bolha de sabão
E vou parir
Sobre a cidade
Quando a noite contrair
E quando o sol dilatar
Vou dar a luz

1 – Eu sou completamente doida. C-o-m-p-l-e-t-a-m-e-n-t-e.

2 – As pessoas nunca vêm sozinhas, carregam consigo um pacote imenso de coisas/pessoas/vivências.

3 – Tenho que parar de tomar refrigerante.

4 – Se quiser pensar na vida a receita é muito simples: barro/macaxeira/várzea + barro/prazeres. (de preferência à noite.)

5 – Não adianta ser legal, quem te ama, te ama mesmo você chata/irritada/enjoada.

6 – Dormir em colchão de ar só dá certo em acampamentos.

7 – Internet é perda de tempo, completamente.

8 – Fracassamos, pois não escutamos Deus e não escutamos Deus porque estamos muito ocupados a maldizer, invejar, odiar, detestar os outros e a melhor forma de chegar a escutá-lo é transformar essas energias negativas por energia de amor, compaixão e benção aos outros. Mudar a frequência.

9 – Lógica 1 = o tempo que passamos vivendo avida dos outros é igual ao tempo que não estamos produzindo nada em nossas vidas.

10 – Lógica 2 = Ninguém faz nada obrigado por muito tempo, isso é impossível, logo pare de noiar.

11 – Nunca mais repetir a frase: Noio, logo existo. Substituíla por: Amo, logo existo

12 – Deus se comunica conosco 24hrspor dia, infinitamente, cabe a nós selecionar as informações que o contém e as que não o contém, milhares de informações disputam e desvirtuam nossa atenção diariamente. Cuidado.

13- “Tô nem aíí, tô nem aíí”, ass= Luka.

14 – “Faz parte”, ass = babam, ex-bbb.

15 – “É verdadi”, ass = Sabrina Sato.

16 – Eu leio mentes, descobri isso hoje. (ou seria eu leio ‘caras’ ?)

17 – Eu nunca, nunca vou conseguir aceitar que baratas sejam criaturam divinas, nem moriçocas. Fato.

18 – Hoje eu entendi que eu estou grávida 24 hrs por dia, 7 dias da semana. Fato. (e soube de mais 3 hoje. Baby boom? não, que é isso…)

19 – Nem todos os cachorros gostam de mim.

20 - “Eu assino e ratifico tudo dito acima”. Ass = Rebeca Di Andrea Troccoli Freitas Monteiro.

sophie_calleMais uma vez o término de um relacionamento vem a público, desta vez por ninguém mais, ninguém menos que  Sophie Calle

O mancebo que ela namorava, resolveu terminar o relacionamento por e-mail (mas homem é tudo cachorro mesmo.) e ela ao invés de se abater e ficar na linha deprimida, levantou poeira e não saiu nada à francesa do caso, fez do término (e a carta do mesmo) o tema da sua exposição.

(Eu quero ser Sophie Calle quando crescer.)

Essa é a real manifestação da expressão comum entre os gays: “não fique triste, fique RICA!”

Há quem vá dizer que ela foi recalcada e vingativa, mas eu, particularmente, achei que ela “se superou” e se vingativa pareceu, o moçoilobem que mereceu né? Acabar por e-mail é dose.

104 mulheres, 2 marionetes e 1 papagaia interpretam a carta que Sophie recebeu do seu namorado, o escritor Gregoire Bouille, a perfomance pode ser vista no Brasil em São Paulo (em Recife é que não seria), no Sesc pompéia totalmente de grátis.

“Recebi uma carta de rompimento.
E não soube respondê-la.
Era como se ela não me fosse destinada.
Ela terminava com as seguintes palavras: “Cuide de você”.
Levei essa recomendação ao pé da letra.
Convidei 107 mulheres, escolhidas de acordo com a profissão,
para interpretar a carta do ponto de vista profissional.
Analisá-la, comentá-la, dançá-la, cantá-la. Esgotá-la.
Entendê-la em meu lugar. Responder por mim.
Era uma maneira de ganhar tempo antes de romper.
Uma maneira de cuidar de mim.”
(Sophie Calle)

E-Mail do rompimento.

(Motivo da exposição “cuide de você”)
Sophie

Há algum tempo venho querendo lhe escrever e responder ao seu último e-mail. Ao mesmo tempo, me pareceria melhor conversar com você e dizer o que tenho a dizer de viva voz. Mas pelo menos será por escrito.

Como você pôde ver, não tenho estado bem ultimamente. É como se não me reconhecesse na minha própria existência. Uma espécie de angústia terrível, contra a qual não posso fazer grande coisa, senão seguir adiante para tentar superá-la, como sempre fiz. Quando nos conhecemos, você impôs uma condição: não ser a “quarta”. Eu mantive o meu compromisso: há meses deixei de ver as “outras”, não achando obviamente um meio de vê-las, sem fazer de você uma delas.

Achei que isso bastasse; achei que amar você e o seu amor seriam suficientes para que a angústia que me faz sempre querer buscar outros horizontes e me impede de ser tranquilo e, sem dúvida, de ser simplesmente feliz e “generoso”, se aquietasse com o seu contato e na certeza de que o amor que você tem por mim foi o mais benéfico para mim, o mais benéfico que jamais tive, você sabe disso. Achei que a escrita seria um remédio, que meu “desassossego” se dissolveria nela para encontrar você.

Mas não. Estou pior ainda; não tenho condições sequer de lhe explicar o estado em que me encontro. Então, esta semana, comecei a procurar as “outras”. E sei bem o que isso significa para mim e em que tipo de ciclo estou entrando. Jamais menti para você e não é agora que vou começar.

Houve uma outra regra que você impôs no início de nossa história: no dia em que deixássemos de ser amantes, seria inconcebível para você me ver novamente. Você sabe que essa imposição me parece desastrosa, injusta (já que você ainda vê B., R.,…) e compreensível (obviamente…); com isso, jamais poderia me tornar seu amigo.

Mas hoje, você pode avaliar a importância da minha decisão, uma vez que estou disposto a me curvar diante da sua vontade, pois deixar de ver você e de falar com você, de apreender o seu olhar sobre as coisas e os seres e a doçura com a qual você me trata são coisas das quais sentirei uma saudade infinita. Aconteça o que acontecer, saiba que nunca deixarei de amar você da maneira que sempre amei desde que nos conhecemos, e esse amor se estenderá em mim e, tenho certeza, jamais morrerá.

Mas hoje, seria a pior das farsas manter uma situação que você sabe tão bem quanto eu ter se tornado irremediável, mesmo com todo o amor que sentimos um pelo outro. E é justamente esse amor que me obriga a ser honesto com você mais uma vez, como última prova do que houve entre nós e que permanecerá único.

Gostaria que as coisas tivessem tomado um rumo diferente.

Cuide de você.

G

Hoje, o mundo tem (aproxidamadamente) 7 bilhões de pessoas (é gente pra dedéu) vivendo em sua superfície. Presta atenção: 7 B.I.L.H.Õ.E.S!

Tirando vovós e vovôs, sua família, fanáticos religiosos, humoristas políticos, os gays, os pedófilos, os zoófilos e os necrófilos, deve sobrar pelo menos 1 bilhãozinho, né?

Mas 1 BILHÃO é gente pra dedéu ainda!

Então você, garota toda marota, romântica, bonita, inteligente e descolada começa a se animar, ok? Afinal, como dizem por aí, os iguais se buscam.

Deve haver por aí, à sua espera, um cara bonito, descolado, bom de cama, carinhoso, completamente ninfomaníaco mas que lembra de todos os aniversários de namoro e que cozinha, lava e passa pra você, não?

Você até planeja os seus encontros, você com ele abraçadinha vendo uma comédia romãntica depois de um sexo selvagem e um jantar que ele preparou pra você,  fazendo cafuné até você dormir.

Mas a providência divina tem seus próprios métodos. (risada maléfica).

Que rufem os tambores eu lhes apresento uma figura facílima de se ver por aí: O  MACHÃO SENSÍVEL RUELA.

Mais conhecido como “parece mas não é”.

O tipo é “vistoso”, como diria a minha avó, bonito, se veste bem, cheiroso e completamente cavalheiro. Paga a conta, compra rosas e dedica músicas “exclusivamente” pra você, é dado a apelidinhos carinhosos, anda de mãos dadas, lembra de todos os encontros e dos aniversários dos encontros também, tem o porte másculo e faz uma linha meio machista, mas não demais, só para dar um charme mesmo, tem a barba propositadamente meio por fazer, é super bom de cama, agressivo sem perder o romantismo, cozinha pra você, faz massagem, assite filminho fazendo cafuné e leva para conhecer a mãe…

… você pensa: obrigada Deus, você escutou minhas preces e me mandou um príncipe.

mas a providência divin tem seus próprios métodos. (risada maléfica²)

O príncipe logo vira sapo. Afinal, ele até agora só mostrou o lado  “machão charmoso” e “sensível”, agora vem a parte “ruela”. (necessariamente nessa mesma ordem, primeiro o machão conquistador, depois o sensível apaixonado e, por fim, o ruela.)

Pois bem, o seu prícipe encantado tem um grande defeito: é um caçador de mulheres. Eu ia dizer gatinhas, mas gatinhas não é o forte do machão sensível ruela, ele faz a linha “tatu”, onde tiver buraco vai entrando, mas sem que você saiba de nada, claro. Afinal mediante tanta baranga, ele descolou uma menina legal, simpática, descolada, bonita, boa de cama e inteligente e não vai perdê-la assim não é mesmo? Afinal, ninguém vive de comer asinha de frango todo dia. Como disse anteriormente, ele é mais conhecido como “parece mas não é”, afinal apesar de tudo não é gaia o que você leva afinal vocês não namoram.

De tudo isso fico com um comentário de uma amiga minha: “Tu dá plantão na carrocinha”.

E acrescento: já tenho meu pedido pra 2010. DEUS, CONCEDEI-ME SELETIVIDADE!

[mas nós se diverte...hua!]

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