Num mar de água clara, clara…
A nossa consciência é algo realmente impressionante.
No relacionamos por símbolos, vivemos num mundo particularmente simbólico e aprendendo isso desde pequenos, a não sermos claros.
Uma criança que pega uma boneca e brinca de casinha, não está se relacionando com uma boneca mas com a sua referência de um bebê, o menino que pega um pedaço de pau e brinca de carrinho não está se relacionando com um pedaço de pau, mas com a sua referência de carro.
Esses exemplos são esquemas simplórios do início de uma consciência humana simbólica.
Durante a nossa vida vamos nos revestindo dessas cascas simbólicas, não vemos as coisas como realmente são, ‘isso’ não é ‘isso’ e sim o que eu penso sobre ‘isso’ e ‘isso’ vem agregado de todas as nossas experiências e não-experiências relacionadas a’ isso’.
Um claro exemplo, quando nos deparamos com uma vassoura, não vemos um pedaço de pau com uma estrutura que segura algumas cerdas, o que vemos é a sua função de vassoura, vemos um instrumento que se usa para tirar poeira e varrer a casa, não a exploramos mais, pois já sabemos “pra que serve”. Assim acontece com todos os outros objetos que nos rodeam e para a psicologia isso é importante porque senão começariamos todos do zero e não evoluiríamos. Uma criança que já foi alertada pela mãe não vai mais colocar o dedo na tomada.
“Através dos outros, nos tornamos nós mesmos.” (Vygotsky)
O “bicho pega”, na verdade quando esses esquemas vão se tornando cada vez mais complexos e aí se começa a falar uma frase que representa na verdade um desejo de falar alguma outra coisa.
Fazemos por regra isso com as pessoas, atuamos no campo simbólico das nossas referências sobre o que achamos ou não achamos de fulaninho ou sicraninho e nos impedimos assim de ver apenas a pessoa. Uma pessoa normal, igual, a mesma coisa: confusão e caos.
Remetemos mais uma vez ao símbolos e “por medo de parecer boba”, “por medo de se humilhar”, “por medo do que o outro vai achar” recorremos aos simbolos para nos fazer subtender sobre o que realmente queremos expressar e aí nos reprimimos, somatizamos, não é a toa que o câncer é um mal da nossa sociedade.
O outro só vai achar o que você acha sobre o que vai falar, pois é essa energia que você vai passar, sevocê não passar símbolos, não vai dá vazão à interpretação de símbolos. São apenas espelhos que nos rodeam.
“O inferno são os outros” (Sartre).
Deixemos os símbolos para as coisas práticas da vida, nas relações, sejamos claros. Umapessoa só vai me magoar se eu permitir que ela me magoe, ninguém é responsável por nossa felicidade que não nós mesmos, escutamos várias vezes “fulaninho me faz infeliz”, não, não, você se faz infeliz. “Fulaninha é falsa”, isso é a sua referência sobre essa, seu símbolo.
Não proponho que sejamos animais e apenas nos relacionemos no campo concreto da vida, mas apenas que usemos o campo simbólico ao nosso favor e não ao uso so superego repressor.
A mudança do mundo está exatamente aí, vamos nos relacionar com as pessoas verdadeiramente e não com nossos símbolos sobre elas.
por favor preciso da referência da citação de VYGOTSKY “Através dos outros, nos tornamos nós mesmos” poi utilizei na minha monografia e agora preciso colocar sua referência, de onde vcs tirarram?
por favor agradecerei muito se poderem me informar e me ajudar com o meu trabalho!
abraços, mona